Para abrir CNPJ de programador em SP, o caminho é: escolher o tipo de empresa (em regra a SLU, que protege o patrimônio), definir o CNAE correto (6201-5/01, 6202-3/00, 6203-1/00, 6204-0/00 ou 6209-1/00), optar pelo regime (em geral o Simples Nacional, mirando o Anexo III via Fator R), fazer a inscrição municipal para emitir nota de serviço e organizar a rotina fiscal. Programador não pode ser MEI, então a estrutura correta é a ME no Simples, com acompanhamento de um contador.
Decidiu sair da pessoa física e faturar como programador PJ no interior de São Paulo? Ótima decisão: você paga menos imposto, emite nota e fecha contratos maiores. Mas o "como abrir" tem detalhes que definem quanto você vai pagar e o quanto seu patrimônio fica protegido. Aqui está o passo a passo, sem pular as decisões que importam. Para entender por que o MEI não serve, veja se desenvolvedor pode ser MEI.
Neste artigo
Passo 1: o tipo de empresa (SLU)
A primeira decisão é a natureza jurídica. Para o programador, o caminho mais indicado é a SLU (Sociedade Limitada Unipessoal), criada pela Lei 13.874/2019. Ela permite abrir empresa sozinho, sem sócio e sem capital mínimo, com responsabilidade limitada.
O que isso significa na prática: o seu patrimônio pessoal (casa, carro, investimentos) fica separado do CNPJ. Se a empresa tiver uma dívida, ela não alcança automaticamente os seus bens, ao contrário do antigo Empresário Individual (EI), que tem responsabilidade ilimitada.
Essa separação entre CPF e CNPJ é uma das maiores vantagens de abrir empresa do jeito certo. Para entender a diferença entre as estruturas, veja EI x SLU para desenvolvedor PJ.
Passo 2: o CNAE correto
O CNAE é o código da sua atividade, e ele define o anexo e a tributação. Para programadores, os principais são o 6201-5/01 (desenvolvimento de software sob encomenda), o 6202-3/00 (software customizável), o 6203-1/00 (não customizável), o 6204-0/00 (consultoria em TI) e o 6209-1/00 (suporte técnico).
Escolher o CNAE que realmente reflete o seu trabalho é essencial. Nenhum desses códigos é permitido no MEI, o que confirma que o caminho do programador é a ME no Simples. Usar um CNAE "genérico" só para caber em um regime mais simples é um erro que gera multa e desenquadramento.
Se você presta mais de um tipo de serviço (desenvolvimento e consultoria, por exemplo), pode ser necessário registrar mais de um CNAE, com a devida segregação de receitas. Definir isso com cuidado, desde o início, evita retrabalho.
Passo 3: o regime tributário
Com a empresa e o CNAE definidos, escolhe-se o regime. Para a maioria dos programadores, é o Simples Nacional: tributos unificados em uma guia (o DAS) e, com o Fator R acima de 28%, alíquota a partir de 6% no Anexo III.
O Fator R é a razão entre a folha (incluindo pró-labore) e o faturamento. Atingindo 28%, a empresa sai do Anexo V (15,5%) e vai para o Anexo III (6%). Por isso, já na abertura, vale planejar o pró-labore para mirar o anexo mais barato desde o começo. Entenda em Fator R no Simples Nacional.
Em casos de faturamento alto com folha muito baixa, o Lucro Presumido pode entrar na conta. A regra prática é simples: simular antes de abrir, para começar já no regime que deixa mais dinheiro no seu bolso.
Passo 4: inscrição e nota fiscal
Aberta a empresa na Junta Comercial e obtido o CNPJ, falta um passo que muita gente esquece: a inscrição municipal. É ela que habilita a empresa a emitir a nota fiscal de serviço (NFS-e) pelo sistema da prefeitura da sua cidade.
Cada município tem o seu sistema e a sua alíquota de ISS (de 2% a 5%). Sem a inscrição e a configuração corretas, você não consegue faturar formalmente, que é justamente o objetivo de abrir o CNPJ. Esse passo precisa ser feito com atenção ao código de serviço certo.
Para o programador que atende clientes em várias cidades (ou no exterior), há ainda regras de retenção e de exportação que mudam a tributação. Deixar isso configurado desde o início evita pagar imposto a mais nas primeiras notas.
Passo 5: depois de aberto
Abrir o CNPJ é só o começo. Depois, entra a rotina: apurar o faturamento todo mês, gerar o DAS (que vence no dia 20), transmitir o PGDAS-D, controlar o pró-labore e cumprir as obrigações anuais. É o que mantém a empresa regular e a economia segura.
É também a fase de monitorar o Fator R: conforme o faturamento cresce, o pró-labore pode precisar de ajuste para manter o Anexo III. Esse acompanhamento contínuo é o que diferencia uma empresa que paga o mínimo legal de uma que escorrega para a tabela mais cara sem perceber.
Por isso, mais do que abrir, importa manter bem. E é aí que o acompanhamento de um contador especializado em Dev PJ faz toda a diferença ao longo do ano.
Como a Wetax faz isso por você
Na prática, você não precisa percorrer esse caminho sozinho. A Wetax conduz todo o passo a passo para programadores no interior de São Paulo: define a estrutura (SLU), o CNAE e o regime ideais, cuida da abertura na Junta e da inscrição municipal, e configura a emissão de notas.
Depois de aberto, mantém a rotina fiscal em dia, calibra o Fator R e revisa o enquadramento a cada ano. O resultado é um Dev PJ que abre certo, fatura com proteção e paga o mínimo de imposto, em Rio Claro, Piracicaba, Limeira, Americana, Campinas e região. Antes de abrir, vale uma conversa.
Perguntas frequentes
Qual o melhor tipo de empresa para um programador?
Qual CNAE usar para abrir CNPJ de programador?
Quanto tempo leva para abrir um CNPJ de programador?
Programador precisa de contador para abrir e manter a empresa?
Quanto vou pagar de imposto como programador PJ?
Resumo estratégico
- Escolha a SLU para abrir sozinho, com responsabilidade limitada e patrimônio protegido.
- Use o CNAE correto (6201 a 6209); nenhum deles é permitido no MEI, então a abertura é como ME.
- No Simples, mire o Anexo III (6%) via Fator R acima de 28%, calibrando o pró-labore desde o início.
- Faça a inscrição municipal para emitir nota de serviço (ISS de 2% a 5%).
- Depois de aberto, mantenha a rotina mensal e monitore o Fator R conforme o faturamento cresce.
Abrir como EI em vez de SLU
Responsabilidade ilimitada coloca o seu patrimônio pessoal em risco.
Tentar abrir como MEI
Programador não pode ser MEI; o CNPJ pode ser cancelado retroativamente.
Não planejar o pró-labore na abertura
Começa no Anexo V (15,5%) quando poderia começar no III (6%).
Quer abrir seu CNPJ de programador sem erro?
A Wetax conduz todo o passo a passo para programadores no interior de São Paulo: estrutura SLU, CNAE e regime certos, abertura na Junta, inscrição municipal e configuração de notas, mais o acompanhamento que mantém você no Anexo III. Comece a faturar com proteção e pagando o mínimo.
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Referências legais
- Lei 13.874/2019 — Sociedade Limitada Unipessoal (SLU).
- Lei Complementar 123/2006 — Simples Nacional, anexos e Fator R.
- Resolução CGSN 140/2018 — ocupações do MEI e regras do Simples.
- Lei Complementar 116/2003 — ISS e inscrição municipal.
Nosso compromisso
As informações deste artigo têm caráter educativo e seguem a legislação vigente em 2026. Cada empresa tem particularidades, por isso recomendamos uma análise individual. A Wetax atua com sigilo, em conformidade com a LGPD e com o Código de Ética do Contabilista.

Fabio Cesar Pavão
Contador • CRC/SP 1SP140034
Especialista em contabilidade digital para empresas do Simples Nacional, prestadores de serviços e desenvolvedores PJ no interior de São Paulo. Lidera a estratégia tributária da Wetax com foco em economia legal e segurança fiscal.




