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Passo a Passo para Abrir CNPJ para Programador em SP

Por Fabio Cesar Pavão16 de outubro de 2025 11 min de leitura
Passo a Passo para Abrir CNPJ para Programador em SP
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Passo 1: o tipo de empresa (SLU)

A primeira decisão é a natureza jurídica. Para o programador, o caminho mais indicado é a SLU (Sociedade Limitada Unipessoal), criada pela Lei 13.874/2019. Ela permite abrir empresa sozinho, sem sócio e sem capital mínimo, com responsabilidade limitada.

O que isso significa na prática: o seu patrimônio pessoal (casa, carro, investimentos) fica separado do CNPJ. Se a empresa tiver uma dívida, ela não alcança automaticamente os seus bens, ao contrário do antigo Empresário Individual (EI), que tem responsabilidade ilimitada.

Essa separação entre CPF e CNPJ é uma das maiores vantagens de abrir empresa do jeito certo. Para entender a diferença entre as estruturas, veja EI x SLU para desenvolvedor PJ.

Passo 2: o CNAE correto

O CNAE é o código da sua atividade, e ele define o anexo e a tributação. Para programadores, os principais são o 6201-5/01 (desenvolvimento de software sob encomenda), o 6202-3/00 (software customizável), o 6203-1/00 (não customizável), o 6204-0/00 (consultoria em TI) e o 6209-1/00 (suporte técnico).

Escolher o CNAE que realmente reflete o seu trabalho é essencial. Nenhum desses códigos é permitido no MEI, o que confirma que o caminho do programador é a ME no Simples. Usar um CNAE "genérico" só para caber em um regime mais simples é um erro que gera multa e desenquadramento.

Se você presta mais de um tipo de serviço (desenvolvimento e consultoria, por exemplo), pode ser necessário registrar mais de um CNAE, com a devida segregação de receitas. Definir isso com cuidado, desde o início, evita retrabalho.

Passo 3: o regime tributário

Com a empresa e o CNAE definidos, escolhe-se o regime. Para a maioria dos programadores, é o Simples Nacional: tributos unificados em uma guia (o DAS) e, com o Fator R acima de 28%, alíquota a partir de 6% no Anexo III.

O Fator R é a razão entre a folha (incluindo pró-labore) e o faturamento. Atingindo 28%, a empresa sai do Anexo V (15,5%) e vai para o Anexo III (6%). Por isso, já na abertura, vale planejar o pró-labore para mirar o anexo mais barato desde o começo. Entenda em Fator R no Simples Nacional.

Em casos de faturamento alto com folha muito baixa, o Lucro Presumido pode entrar na conta. A regra prática é simples: simular antes de abrir, para começar já no regime que deixa mais dinheiro no seu bolso.

Passo 4: inscrição e nota fiscal

Aberta a empresa na Junta Comercial e obtido o CNPJ, falta um passo que muita gente esquece: a inscrição municipal. É ela que habilita a empresa a emitir a nota fiscal de serviço (NFS-e) pelo sistema da prefeitura da sua cidade.

Cada município tem o seu sistema e a sua alíquota de ISS (de 2% a 5%). Sem a inscrição e a configuração corretas, você não consegue faturar formalmente, que é justamente o objetivo de abrir o CNPJ. Esse passo precisa ser feito com atenção ao código de serviço certo.

Para o programador que atende clientes em várias cidades (ou no exterior), há ainda regras de retenção e de exportação que mudam a tributação. Deixar isso configurado desde o início evita pagar imposto a mais nas primeiras notas.

Passo 5: depois de aberto

Abrir o CNPJ é só o começo. Depois, entra a rotina: apurar o faturamento todo mês, gerar o DAS (que vence no dia 20), transmitir o PGDAS-D, controlar o pró-labore e cumprir as obrigações anuais. É o que mantém a empresa regular e a economia segura.

É também a fase de monitorar o Fator R: conforme o faturamento cresce, o pró-labore pode precisar de ajuste para manter o Anexo III. Esse acompanhamento contínuo é o que diferencia uma empresa que paga o mínimo legal de uma que escorrega para a tabela mais cara sem perceber.

Por isso, mais do que abrir, importa manter bem. E é aí que o acompanhamento de um contador especializado em Dev PJ faz toda a diferença ao longo do ano.

Como a Wetax faz isso por você

Na prática, você não precisa percorrer esse caminho sozinho. A Wetax conduz todo o passo a passo para programadores no interior de São Paulo: define a estrutura (SLU), o CNAE e o regime ideais, cuida da abertura na Junta e da inscrição municipal, e configura a emissão de notas.

Depois de aberto, mantém a rotina fiscal em dia, calibra o Fator R e revisa o enquadramento a cada ano. O resultado é um Dev PJ que abre certo, fatura com proteção e paga o mínimo de imposto, em Rio Claro, Piracicaba, Limeira, Americana, Campinas e região. Antes de abrir, vale uma conversa.

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