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Migrar MEI para ME Preço: Quais Taxas Entram na Conta e Como Economizar

Por Fabio Cesar Pavão24 de dezembro de 2025 10 min de leitura
Migrar MEI para ME Preço: Quais Taxas Entram na Conta e Como Economizar
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1. Custos de registro e abertura

O primeiro bloco de custos é o de registro. Migrar de MEI para ME envolve formalizar uma nova estrutura (em regra uma SLU), o que passa pela Junta Comercial do estado e pode incluir taxas de registro, alterações cadastrais e, dependendo do município, do alvará.

Esses valores variam por estado e situação, não existe um número único nacional. São, em geral, custos pontuais (você paga uma vez na migração), e costumam ser a menor parte da conta total, ao contrário do que muita gente imagina.

O ponto de atenção é que esses custos de registro são previsíveis e únicos. O que pesa no longo prazo são os custos recorrentes, que o MEI não tinha, e é para eles que você precisa olhar com mais cuidado.

2. Honorários contábeis (o custo novo)

Aqui está o custo que mais muda o jogo: os honorários contábeis. O MEI é tão simples que dispensa contador obrigatório. A ME não: ela exige contabilidade regular, com apuração mensal, escrituração e obrigações acessórias.

Isso significa um honorário mensal fixo, que passa a fazer parte do orçamento da empresa. É, normalmente, o principal custo recorrente da migração, e o que mais assusta quem está acostumado com a simplicidade (e o "custo zero" de contador) do MEI.

Mas há um outro lado: esse contador é o que vai calibrar o Fator R, manter a empresa no Anexo III (6%), evitar multas e organizar a retirada. Bem escolhido, ele se paga, a economia que ele gera costuma superar, com folga, o próprio honorário. É custo que vira investimento.

3. A mudança na forma de pagar imposto

O terceiro ponto não é exatamente uma "taxa", mas muda a conta: a forma de pagar imposto. No MEI, você paga um valor fixo mensal (o DAS-MEI), independentemente do quanto fatura. Na ME, paga um percentual sobre o faturamento.

Com o Fator R no Anexo III, esse percentual começa em 6% e sobe conforme o faturamento acumulado. Para quem está migrando justamente por crescer, isso é esperado: você paga mais imposto porque ganha mais, mas a proporção se mantém competitiva.

O cuidado é não se assustar com o número absoluto e olhar a proporção. Sair de um valor fixo baixo para um percentual assusta no papel, mas, quando o faturamento justifica a migração, a conta fecha, especialmente com o Fator R bem calibrado. Veja o comparativo MEI vs ME.

4. Os custos que ninguém menciona

Além dos custos visíveis, há os que aparecem quando a migração é mal feita, e esses, sim, podem ser caros. O primeiro é o desenquadramento retroativo: quem migra tarde (depois de estourar o limite) pode ter de recalcular tributos do período, com multa.

O segundo é o retrabalho: migrar sem planejamento, escolher a estrutura ou o CNAE errado e ter de corrigir depois gera custos extras de alteração. O terceiro é o imposto a mais por nascer no Anexo V (15,5%) quando poderia estar no III (6%), por não calibrar o Fator R desde o início.

Esses custos escondidos costumam ser maiores que todas as taxas de registro somadas. A boa notícia: são totalmente evitáveis com uma migração bem conduzida. O barato (migrar sozinho, às pressas) costuma sair caro.

5. Como economizar na migração

Fechando, o que realmente economiza. Primeiro: timing. Migrar no momento certo (antes de estourar o limite, pelos sinais) evita o desenquadramento retroativo e a multa, o maior custo evitável.

Segundo: nascer no Anexo III. Calibrar o Fator R desde o primeiro mês da ME garante os 6% e economiza todo mês, o que mais do que compensa o honorário contábil. Terceiro: escolher a estrutura certa (em regra SLU) e o CNAE correto de uma vez, sem retrabalho.

Ou seja: a economia não está em cortar o contador (isso sai caro), mas em fazer a migração certa, que evita os custos escondidos e ainda reduz o imposto recorrente. É exatamente isso que a Wetax entrega a empreendedores no interior de São Paulo: uma migração de MEI para ME com custo previsível, no momento certo e já no menor imposto legal, sem surpresas na conta.

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