O Simples Nacional tem o teto de R$ 4,8 milhões/ano (limite para permanecer no regime) e o sublimite de R$ 3,6 milhões/ano. Ao ultrapassar o sublimite, a empresa continua no Simples para os tributos federais (no DAS), mas o ICMS (estadual) e o ISS (municipal) saem do DAS e passam a ser apurados e recolhidos por fora, no regime normal, com obrigações acessórias próprias. Passar do sublimite não tira a empresa do Simples (isso só ocorre acima de R$ 4,8 mi), mas aumenta a complexidade e exige preparação de sistemas, equipe e precificação.
Muita gente acha que o Simples Nacional tem um único limite. Na verdade, são dois, e ignorar o segundo gera surpresas desagradáveis. Além do teto de R$ 4,8 milhões, existe o sublimite de R$ 3,6 milhões, a partir do qual o ICMS e o ISS mudam de regra. Vamos entender essa virada e como se preparar. Para o regime completo, veja o guia do Simples Nacional.
Neste artigo
1. Teto vs sublimite: a confusão
Vamos desfazer uma confusão que custa caro a empresas em crescimento. O Simples Nacional trabalha com dois números diferentes, e cada um tem um efeito distinto.
O teto é o limite máximo para a empresa permanecer no Simples: R$ 4,8 milhões de faturamento por ano. Ultrapassou isso, está fora do Simples. Já o sublimite, de R$ 3,6 milhões por ano, é um ponto intermediário: ao cruzá-lo, a empresa continua no Simples, mas muda a forma de recolher dois impostos específicos.
Ou seja: R$ 3,6 mi não é o fim do Simples, é uma mudança de regra dentro dele. Confundir os dois leva a empresa a não se preparar para a virada do sublimite, e a ser pega de surpresa quando o ICMS e o ISS mudam de comportamento. Vamos ver exatamente o que acontece.
2. O que muda acima de R$ 3,6 milhões
Eis o coração da questão: o que concretamente muda quando a empresa ultrapassa o sublimite de R$ 3,6 milhões? A resposta envolve dois impostos.
Abaixo do sublimite, a empresa recolhe tudo dentro do DAS (a guia unificada do Simples), incluindo os tributos federais, o ICMS (estadual) e o ISS (municipal). Ao passar dos R$ 3,6 mi, o ICMS e o ISS saem do DAS e passam a ser apurados e recolhidos por fora, seguindo as regras do regime normal.
Na prática, isso significa que a empresa passa a ter duas frentes: continua no Simples para os tributos federais (no DAS), mas precisa apurar separadamente o ICMS e/ou o ISS, com as obrigações acessórias e a complexidade do regime normal para esses impostos. É uma mudança operacional relevante, que pega muita empresa desprevenida.
3. O impacto prático
Por que isso importa tanto? Porque a virada do sublimite tem impactos concretos no dia a dia e no bolso da empresa. Vamos aos principais.
Mais complexidade: apurar ICMS/ISS pelo regime normal exige controles, sistemas e obrigações acessórias que antes o DAS simplificava. Possível aumento de carga: dependendo da atividade e do estado, o ICMS/ISS por fora pode pesar mais que a fração que estava no DAS. Necessidade de estrutura: a empresa precisa de apoio contábil mais robusto para lidar com as duas frentes.
O risco de não se preparar é duplo: erros na apuração separada (que geram multas) e descontrole de caixa (por não ter previsto a nova carga). Empresas que crescem rápido e cruzam o sublimite sem planejamento costumam viver alguns meses difíceis até se ajustar. A boa notícia: dá para antecipar.
4. Como se preparar
A virada do sublimite não precisa ser traumática, se a empresa se antecipar. O segredo é monitorar e planejar antes de cruzar a linha.
Os passos: acompanhar o faturamento de perto (saber a distância até os R$ 3,6 mi), projetar quando o sublimite será atingido no ritmo atual, preparar sistemas e equipe para a apuração separada de ICMS/ISS, e revisar a precificação para absorver a nova carga e complexidade sem perder margem.
Com esse planejamento, a empresa chega ao sublimite preparada: os sistemas já configurados, a equipe orientada e o caixa dimensionado. A virada vira um evento administrável, não um susto. E mais: o crescimento que leva ao sublimite é, no fundo, uma boa notícia, sinal de que o negócio está prosperando.
5. O acompanhamento certo
Lidar com o sublimite de forma tranquila é, acima de tudo, uma questão de acompanhamento contábil de qualidade. Não é algo que a empresa deva descobrir quando a conta chega.
É exatamente esse acompanhamento que a Wetax oferece às empresas em crescimento do interior de São Paulo: monitorar o faturamento rumo ao sublimite, avisar com antecedência sobre a virada, preparar a apuração separada de ICMS/ISS e orientar a precificação e o caixa para a nova realidade. Tudo para que a empresa continue crescendo sem tropeços fiscais.
Crescer é o objetivo de toda empresa, e cruzar o sublimite é parte natural dessa jornada. Com a orientação certa, esse marco se torna apenas mais um degrau bem-sucedido, e não uma pedra no caminho. O que diferencia uma transição suave de uma caótica é, simplesmente, preparo.
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre teto e sublimite do Simples Nacional?
O que acontece ao ultrapassar o sublimite de R$ 3,6 milhões?
A empresa sai do Simples ao passar do sublimite?
O sublimite muda o quanto a empresa paga de imposto?
Como se preparar para chegar ao sublimite?
Resumo estratégico
- O Simples tem o teto (R$ 4,8 mi, limite para ficar no regime) e o sublimite (R$ 3,6 mi).
- Ao passar do sublimite, ICMS e ISS saem do DAS e passam a ser recolhidos por fora, no regime normal.
- Passar do sublimite não tira a empresa do Simples; isso só ocorre acima do teto de R$ 4,8 mi.
- A virada aumenta a complexidade (obrigações acessórias) e pode aumentar a carga de ICMS/ISS.
- A preparação envolve monitorar o faturamento, projetar a virada e ajustar sistemas e precificação.
Confundir sublimite com saída do Simples
Achar que R$ 3,6 mi tira do Simples (ou ignorar a virada) leva a não se preparar para o ICMS/ISS por fora.
Cruzar o sublimite sem sistemas prontos
A apuração separada de ICMS/ISS sem preparo gera erros e multas.
Não reprecificar para a nova carga
A complexidade e a possível carga maior de ICMS/ISS corroem a margem se o preço fica parado.
Sua empresa está se aproximando do sublimite?
A Wetax monitora o faturamento das empresas em crescimento do interior de São Paulo, avisa com antecedência sobre a virada do sublimite, prepara a apuração separada de ICMS/ISS e orienta precificação e caixa. Continue crescendo sem tropeços fiscais.
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Referências legais
- Lei Complementar 123/2006, art. 19 e 20 — teto (R$ 4,8 mi) e sublimite (R$ 3,6 mi) do Simples.
- Resolução CGSN 140/2018 — recolhimento de ICMS/ISS fora do DAS acima do sublimite.
- Receita Federal e Sefaz/SP — apuração de ICMS no regime normal após o sublimite.
Nosso compromisso
As informações deste artigo têm caráter educativo e seguem a legislação vigente em 2026. Cada empresa tem particularidades, por isso recomendamos uma análise individual. A Wetax atua com sigilo, em conformidade com a LGPD e com o Código de Ética do Contabilista.

Fabio Cesar Pavão
Contador • CRC/SP 1SP140034
Especialista em contabilidade digital para empresas do Simples Nacional, prestadores de serviços e desenvolvedores PJ no interior de São Paulo. Lidera a estratégia tributária da Wetax com foco em economia legal e segurança fiscal.




